Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro,
Secretaria Municipal de Cultura
e ASSIM Saúde apresentam


CONHEÇA AS MODALIDADES

O programa oficial do paradesporto de 2016 é composto por 23 modalidades - atletismo, basquete em cadeira de rodas, bocha, ciclismo de estrada, ciclismo de pista, canoagem, esgrima em cadeira de rodas, futebol de cinco, futebol de sete, goalball, halterofilismo, hipismo, judô, natação, remo, rugby em cadeira de rodas, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo, vela e vôlei sentado. Cada uma possui critérios de classificação específicos de acordo com as deficiências apresentadas pelo atleta, o que torna as disputas justas e equilibradas.

Para tornar-se elegível em uma competição, o atleta profissional passa por uma avaliação junto a uma equipe técnica especializada que o classificará ou não. 

Clique e conheça mais sobre cada uma das modalidades:

  • Atletismo
  • O esporte é praticado por atletas com deficiência física ou visual. São provas de corrida, saltos, lançamentos e arremessos nas categorias feminino e masculino. Os competidores formam grupos de acordo com o grau de deficiência identificado pela classificação funcional. COMO É DISPUTADO? Nas corridas, os atletas com deficiência visual mais acentuada competem na companhia de atletas-guia,  que os orientam através de uma corda. Os atletas com deficiência física podem usar próteses ou competir com cadeiras de rodas. Para tanto, são seguidas as devidas regras da Federação Internacional de Atletismo para o uso de próteses, cadeiras de rodas ou atletas-guia. CURIOSIDADE: Este é um dos esportes que mais trazem medalhas para os brasileiros. DESTAQUES BRASILEIROS: Teresinha Guilhermina, Lucas Prado, Yohansson Nascimento e Alan Fontelles são algumas referências na modalidade.

  • Basquete em cadeira de rodas
  • As regras do basquete em cadeira de rodas são bem parecidas com as do jogo de basquete tradicional. Apenas algumas alterações foram feitas para que o esporte pudesse ser praticado com o auxílio de uma cadeira de rodas. Atletas com algum tipo de deficiência motora podem fazer parte da equipe. As regras são definidas pela Federação Internacional de Basquete em Cadeira de Rodas e as cadeiras são adaptadas seguindo as necessidades individuais de cada atleta. COMO É DISPUTADO? Como no basquete convencional cada time conta com cinco jogadores cada lado, e quatro tempos de 10 minutos. As cadeiras utilizadas pelos atletas podem ter três ou quatros rodas. Se necessário, o atleta pode usar almofada para melhor comodidade, desde que ela tenha as dimensões do assento não ultrapassando mais de 10 centímetros de espessura. CURIOSIDADE: as dimensões da quadra e a altura da cesta são idênticas ao basquete olímpico, sem vantagens para a prática na cadeira de rodas. A principal mudança da regra original é a possibilidade de tocar duas vezes na roda da cadeira de rodas antes de quicar, passar ou arremessar a bola. DESTAQUES BRASILEIROS: mesmo sendo um esporte popular no país, o Brasil ainda não teve participações marcantes em competições internacionais. A melhor colocação brasileira foi o oitavo lugar em Atlanta-1996 e Pequim-2008, com a seleção feminina.

  • Bocha 
  • Apesar de ser um esporte pouco conhecido no Brasil, a delegação brasileira tem representantes de altíssimo nível na bocha adaptada. A modalidade é uma atividade que pode ser praticada por pessoas com diferentes tipos de deficiência. Muito incentivado na reabilitação de pessoas com deficiência motora, a bocha também se revelou um  paradesporto bastante competitivo. As competições são individuais ou em duplas, nas categorias feminina ou masculina. COMO É DISPUTADO? Os atletas usam cadeiras de rodas e têm como objetivo lançar as bolas coloridas o mais perto possível da bola branca. É permitido o uso das mãos e dos pés, além de instrumentos de auxílio (calhas, rampas ou capacetes) para atletas com grande comprometimento dos membros superiores. Cada uma das esferas colocadas mais próximas ao alvo valem pontos. Se bolas de cores diferentes ficam a uma mesma distância, cada lado recebe um ponto. O vencedor é aquele que tiver melhor pontuação. CURIOSIDADE: os primeiros registros da Bocha datam de alguns séculos antes de Cristo onde eram utilizadas bolas de pedra. Porém, o esporte só ficou conhecido na década de 70 ao ser resgatado pelos países nórdicos com a intenção de ajudar na reabilitação de pessoas com deficiência.  DESTAQUES BRASILEIROS: o país estreou em Pequim-2008 com duas medalhas de ouro e uma de bronze. Em Londres-2012, conquistou outros três ouros e um bronze. Atualmente, representam o Brasil nesta modalidade os atletas Dirceu Pinto e Maciel Santos.

  • Canoagem de velocidade 
  • A canoagem de velocidade adaptada, ou paracanoagem, é um esporte recente cuja estréia  em competição internacional acontecerá no Rio de Janeiro, em 2016. Podem competir atletas com qualquer tipo de deficiência físico-motora nas modalidades masculina, feminina e equipes mistas. COMO É DISPUTADO? A modalidade é dividida em três classes funcionais: LTA, onde o atleta utiliza braços, tronco e pernas para auxiliar na remada; TA, na qual o atleta utiliza apenas o tronco e os braços; e A, em que o atleta só tem a possibilidade de utilizar o movimento dos braços. A competição varia conforme o número de participantes, com classificação direta até as finais e repescagens que decidem os atletas garantidos para a corrida final, que vale as medalhas. As embarcações utilizadas são os caiaques que contam com adaptações feitas conforme as habilidades funcionais de seus tripulantes. Assim como na modalidade convencional, na paracanoagem vence o mais rápido em sua bateria. Os eventos são realizados em uma raia demarcada por bóias localizadas em linha reta e com 200 metros de extensão. Há também provas masculinas e femininas sendo disputadas em embarcações individuais. CURIOSIDADE: o Brasil tem um grande nome da paracanoagem que não era conhecido pelo esporte: o atleta Fernando Fernandes, que participou de um reality show em 2002, sete anos antes de sofrer um acidente de carro e ficar paraplégico. Fernando descobriu a modalidade adaptada do esporte e, hoje, é tetracampeão mundial e uma das maiores apostas para 2016. DESTAQUES BRASILEIROS: os atletas Jair Cabral de Aguiar e Chamberlain Assunção Braga também são referências da modalidade no país.

  • Ciclismo de estrada 
  • Esta é uma modalidade muito praticada por atletas com paralisia cerebral, deficiência visual, amputados e lesionados medulares de todo o mundo. O  interesse por esta prova também ocorre em função dos estilos de bicicletas utilizadas pelos atletas. São elas: bicicletas tradicionais, triciclos, handcycle  (que se pedala com as mãos) e a tandem, bicicleta para duas pessoas. COMO É DISPUTADO? Os ciclistas de cada categoria largam ao mesmo tempo. As competições do ciclismo de estrada são as mais longas da modalidade, com até 120 km de percurso, e o primeiro a cruzar a linha de chegada conquista o ouro. Nesta classe, disputada no masculino e feminino, o atleta testa seu desempenho em provas de contrarrelógio e resistência e a preparação estratégica define a boa performance nas competições.  CURIOSIDADE: as bicicletas tandem são muito utilizadas por atletas cegos já que precisam pedalar com o auxílio de um guia. Já a handcycle é a opção mais adequada aos cadeirantes. DESTAQUES BRASILEIROS: a estreia brasileira aconteceu em Barcelona-1992, com o atleta Rivaldo Gonçalves Martins, o primeiro do país a ser campeão mundial, em 1994, na Bélgica. 

  • Ciclismo de pista
  • O esporte chama a atenção pelas performances surpreendentes e competições bastante acirradas. COMO É DISPUTADO? As competições acontecem dentro de um velódromo e três tipos de provas compõem esta classe: Sprint (dois competidores por vez),  contrarrelógio (provas individuais) e perseguição (quando dois oponentes iniciam cada um em um lado do velódromo em busca do menor tempo total ou da ultrapassagem do oponente). São provas que também exigem muito foco e estratégia. CURIOSIDADE: as bicicletas não têm marchas e a competição ocorre em uma pista oval, que varia de 250m a 325m de extensão. DESTAQUES BRASILEIROS: nomes como Jady Malavazzi , campeã da Copa Brasil, e Luiz Rafael Almeida, vice-campeão, representam ciclismo de pista brasileiro.

  • Esgrima em cadeiras de rodas
  • Esporte restrito somente aos atletas com dificuldade de locomoção. As cadeiras de rodas ficam fixas no chão e é extremamente proibido movimentá-las. Máscaras, jaquetas e luvas de proteção são equipamentos obrigatórios para garantir a segurança dos competidores. A modalidade é dividida em disputas com espada, florete ou sabre. COMO É DISPUTADO? As provas acontecem em pistas com 4 metros de comprimento por 1,5 metros de largura. Nos combates que utilizam a espada ou o florete, os pontos são válidos se as pontas das armas tocarem o tronco do oponente. Com o sabre, os pontos valem desde que a ponta da lâmina da arma toque no adversário. Se um atleta mover a cadeira, o confronto é interrompido. CURIOSIDADE: as roupas dos atletas possuem sensores que auxiliam os árbitros na contagem dos pontos. Uma luz vermelha ou verde é acesa quando há o toque no adversário. Quando o toque não vale o ponto, por alguma infração, o aviso é feito por uma luz branca. DESTAQUES BRASILEIROS: o gaúcho Jovane Guissone ganhou o primeiro ouro brasileiro na modalidade em Londres-2012.

  • Futebol de cinco
  • A modalidade é exclusiva para homens e disputada somente por deficientes visuais divididos em três classes: os cegos,  aqueles que percebem vultos, e os que têm alguma sensibilidade para definir imagens. COMO É DISPUTADO? A bola utilizada tem guizos internos para facilitar a sua localização pelos jogadores. A torcida deve ficar em silêncio e apenas comemorar os gols. Os goleiros têm visão total. São quatro jogadores na linha e um na meta. Os jogadores usam uma venda nos olhos e são orientados por um guia, o “chamador”, que fica atrás do gol, e instrui onde devem se posicionar em campo e para onde devem chutar a bola. Se um jogador mexer na venda é marcada uma falta. O competidor que tiver cinco faltas deverá ser substituído. O jogo tem dois tempos de 25 minutos com intervalo de 10 minutos. CURIOSIDADE: as partidas devem acontecer no mais absoluto silêncio para que os atletas possam escutar os barulhos  da bola, por isso, diferente do futebol tradicional, a torcida deve manter absoluto silêncio e se manifestar somente para comemorações de gols. DESTAQUES BRASILEIROS: o Brasil é tetracampeão mundial na modalidade e o jogador da seleção brasileira de futebol de cinco, Ricardo Alves, conhecido como Ricardinho, é considerado o melhor jogador de futebol de cegos do mundo.

  • Futebol de sete
  • Sendo o esporte mais popular de todos os tempos, fácil de jogar em qualquer lugar por quase todas as pessoas, o futebol tem mais de uma modalidade, na qual entram em campo sete jogadores de cada lado. Apenas homens com paralisia cerebral podem competir neste esporte. COMO É DISPUTADO? Cada partida tem dois tempos de 30 minutos.  O campo tem no máximo 75m x 55m, com balizas de 5m x 2m e a marca do pênalti fica a 9,20m do centro da linha de gol. Cada time tem sete jogadores (incluindo o goleiro), cinco reservas e não há impedimento na regra. Os jogadores pertencem às classes menos afetadas pela paralisia cerebral e não usam cadeira de rodas. CURIOSIDADE: para que os atletas classificados com diferentes tipos de lesões possam atuar no mesmo time, cada competidor assume uma função  compatível com sua habilidade e aqueles com maiores comprometimentos nos membros inferiores, geralmente, atuam no gol. DESTAQUES BRASILEIROS: o paratleta Jan Francisco Brito da Costa é o atual representante da categoria. 

  • Goalball
  • Semelhante ao futebol, o goalball é uma modalidade desenvolvida exclusivamente para pessoas com deficiência visual, porém jogado com as mãos. Pode ser disputado por homens ou mulheres, diferente do futebol de 5 ou de 7, porém para atletas com baixa visão ou cegos.   Os goleiros posicionam-se deitados para melhor locomoção no momento da defesa. COMO É DISPUTADO? A quadra possui as mesmas dimensões da quadra de vôlei e é usada uma bola com guizos internos. As partidas são realizadas em dois tempos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. Os atletas atuam ao mesmo tempo como arremessadores (atacantes) e defensores. A jogada de ataque deve ser sempre com a bola rasteira, arremessada com as mãos. O objetivo é balançar a rede adversária. CURIOSIDADE: assim como no futebol de 5 e de 7, o silêncio da torcida deve ser mantido para o bom desempenho dos atletas na partida. Comemorações só são permitidas nos momentos de gols. DESTAQUES BRASILEIROS: o país está bem representado pelo campeão mundial e artilheiro, Leomon Moreno, eleito o melhor paratleta brasileiro de 2014.

  • Halterofilismo
  • Conhecido popularmente como "levantamento de peso", a modalidade chama atenção pela massa muscular exibida pelos atletas. Tudo isso é resultado de muito treinamento e concentração. Pode ser disputada por atletas do sexo masculino ou feminino amputados, sem mobilidade, paralisados cerebrais e com lesões na medula espinhal. COMO É DISPUTADO? Os atletas permanecem deitados em um banco e executam um movimento conhecido como supino.  Assim como em competições do esporte tradicional, o atleta deve esticar totalmente os braços, com ou sem a ajuda de um auxiliar, até flexionar o braço novamente levando a barra à altura do peito e, em seguida, voltar para a altura inicial. As categorias são subdivididas pelo peso corporal de cada atleta. O vencedor é aquele que levantar o maior peso. Caso haja empate, ganha o participante que tiver a menor massa corporal. CURIOSIDADE: os competidores precisam ter a habilidade de estender completamente os braços com não mais de 20 graus de perda em ambos os cotovelos para realizar um movimento válido de acordo com as regras. DESTAQUES BRASILEIROS: o país tem esportistas de alta representatividade internacional do halterofilismo adaptado, como a atleta Márcia Menezes que tem diversas medalhas em competições nacionais e internacionais.

  • Hipismo
  • Apenas o adestramento compõe o programa para pessoas com deficiência no hipismo. Atletas com diferentes tipos de deficiência têm direito a participar em provas mistas, com disputa entre homens e mulheres. Os treinamentos são orientados de acordo com as habilidades do participante, alternando entre passo, trote ou galope. COMO É DISPUTADO? Seja nas competições individuais ou por equipes – com três ou quatro participantes por time, os competidores devem executar três reprises, sendo uma freestyle (estilo livre), na qual os atletas combinam seus movimentos com música, mostrando o controle do cavalo. O desempenho é avaliado por uma banca de juízes, e o conjunto com a melhor nota é o vencedor. CURIOSIDADE: na modalidade, não só amazonas e cavaleiros recebem medalhas, mas também os cavalos. DESTAQUES BRASILEIROS: nos Jogos de Atenas-2004, o Brasil contou com a participação do cavaleiro Marcos Fernandes Alves com o nono lugar no estilo livre. Em Pequim-2008, pela primeira vez o Brasil competiu com equipe completa tendo o cavaleiro Joca como principal nome da equipe responsável por faturar duas medalhas de bronze: uma no estilo livre e outra na prática individual. 

  • Judô
  • Única arte marcial integrante do programa de paradesportos, o judô compõe os Jogos desde 1988. Com a participação de homens e mulheres o judô para pessoas com deficiência é restrito aos cegos ou atletas com baixa visão. As competições são divididas em três categorias que variam de acordo com a capacidade visual de cada atleta. COMO É DISPUTADO? Os atletas são divididos por peso, e as lutas duram até cinco minutos e obedecem basicamente as mesmas regras utilizadas pelo judô convencional. Há pequenas modificações, a principal delas é que o atleta inicia a luta já em contato com o quimono do oponente. Uma função importante executada pelo árbitro é a de conduzir e manter a pegada constante entre os participantes, ou seja, durante toda a luta eles devem manter contato uns com os outros. Além disso, a luta é interrompida quando há perda desse contato e não há punições para quem sai da área de combate. Caso ele seja perdido, o combate é paralisado. Os competidores buscam o ippon (conhecido como o nocaute no judô), a imobilização do oponente no solo, ou a finalização com chave de braço ou estrangulamento. CURIOSIDADE: a modalidade começou a ser disputada em alto rendimento somente em 1970 com participação dos atletas do sexo masculino. As mulheres integraram o programa somente a partir de 2004. DESTAQUES BRASILEIROS: o país é muito bem representado na modalidade pelo atleta Antônio Tenório, vencedor quatro vezes da medalha de ouro desde Atlanta- 2006. Porém, desde a conquista do ouro em Pequim, o atleta resolveu documentar toda a sua trajetória de treinos em um curta metragem chamado: ‘B1- Tenório em Pequim”.

  • Natação
  • Modalidade para esportistas com limitações motoras, com deficiência visual e mental. Atletas com quase todo tipo de deficiência, como visual e física, competem em piscinas de tamanho idêntico a dos atletas olímpicos. COMO É DISPUTADO? As adaptações são feitas nas largadas, viradas e chegadas. Os nadadores cegos recebem um aviso do tapper, por meio de um bastão com ponta de espuma quando estão se aproximando das bordas. CURIOSIDADE: a largada também pode ser feita na água, no caso de atletas  que possuem classes de lesões mais baixas e não conseguem saltar do bloco. As provas são separadas de acordo com o grau e o tipo de deficiência. DESTAQUES BRASILEIROS: o Brasil está representado nesta categoria pelo atleta Daniel Dias, vencedor de seis medalhas de ouro em Londres-2012, porém tem um grande atleta que se aposentará no próximo ano, o qual projetou a prática da natação para pessoas com deficiência para a mídia nacional, Cloadoaldo Silva.

  • Remo 
  • Modalidade em que atletas com diferentes tipos de deficiências podem competir, sendo que a separação de classes é definida de acordo com as habilidades – atletas que fazem a propulsão somente com braços, com braços e troncos e também os que utilizam braços, tronco e pernas. COMO É DISPUTADO? Todas as classes têm provas em percursos de 1.000 metros realizadas em barcos e equipamentos adaptados às necessidades de cada competidor. Os barcos são compostos por um atleta, “single skiff”; dois atletas “double skiff”; ou quatro atletas, “four skiff”, com timoneiro. CURIOSIDADE: Para evitar o doping tecnológico, é limitado o uso de próteses e órteses durante a competição. nas provas do barco Quatro com Timoneiro, a composição da tripulação é mista, com pessoas que tenham deficiência física e visual, e o timoneiro não precisa ser uma pessoa com deficiência, já que desempenha a função de guia, como acontece nas corridas de Atletismo. DESTAQUES BRASILEIROS: em duas edições com a presença do remo nos Jogos, o Brasil ganhou uma medalha de bronze no skiff duplo misto com Elton Santana e Josiane Lima.

  • Rugby em cadeira de rodas
  • Esta modalidade já começa com uma curiosidade: homens e mulheres podem jogar na mesma equipe. São elegíveis para a modalidade pessoas tetraplégicas com diferentes graus de lesões. As equipes são formadas por quatro jogadores e oito reservas. As competições acontecem em quadras de basquete tradicional. Apesar das regras bem específicas para os paralímpicos, permanecem os fundamentos principais do Rugby tradicional. COMO É DISPUTADO? Os jogos acontecem em uma quadra de basquete, a bola é semelhante à do Voleibol e o objetivo é fazer gol. Para tanto, é preciso passar pela linha do gol com pelo menos duas rodas da cadeira e a bola nas mãos. A partida é disputada em quatro tempos de oito minutos cada. Os atletas podem conduzir a bola sobre as coxas, quicá-la ou passá-la. Cada jogador pode ficar com ela por tempo indeterminado, mas terá de quicá-la pelo menos uma vez a cada dez segundos. Como as regras deste esporte permitem um alto grau de contato entre os jogadores, por questões táticas e de segurança existem cadeiras de rodas de ataque e de defesa: as primeiras têm um para-choque frontal e “asas” para que não fiquem presas em meio às jogadas, enquanto as segundas possuem um acessório na parte da frente justamente para impedir os avanços dos rivais. CURIOSIDADE: Estão aptos a disputar a modalidade atletas que sejam comprovadamente tetraplégicos ou tenham comprometimento nos quatro membros do corpo, estes são divididos em classes de acordo com a habilidade funcional. DESTAQUES BRASILEIROS: O Brasil ainda não tem tradição no rugby em cadeira de rodas. Atualmente as equipes mais fortes do esporte são o Canadá e os Estados Unidos, os primeiros a praticar e difundir a modalidade, além da Austrália e do Japão. 

  • Tênis de Mesa
  • Disputado desde os Jogos de Roma, em 1960, é uma das modalidades mais tradicionais de todos os tempos dentro do paradesporto. As partidas acontecem de modo individual ou por equipe tanto no masculino quanto no feminino. Podem participar atletas cadeirantes, andantes, amputados e portadores de deficiência mental. Uma das modalidades mais tradicionais  do desporto paraolímpico, o tênis de mesa é jogado por homens, mulheres e duplas. COMO É DISPUTADO? As competições são divididas entre mesatenistas andantes e cadeirantes e as partidas consistem em uma melhor de cinco sets, sendo que cada um deles é disputado até que um dos jogadores atinja 11 pontos. Nos casos de empate em 10 a 10, vence quem abrir dois pontos de vantagem. Existem algumas diferenças nas regras em relação ao esporte convencional, como na hora do saque para a categoria cadeirante. CURIOSIDADE: nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, o país conquistou 12 das 21 medalhas de ouro em disputa, além de seis pratas e seis bronzes. No ano seguinte, em Londres, levou sua maior delegação da história da modalidade: 14 atletas. Em 2014, no Mundial Paralímpico de Tênis de Mesa, na China, foi ao pódio de forma inédita e conquistou três medalhas de bronze DESTAQUES BRASILEIROS: a dupla Aloísio Lima e Bruno Braga; por equipe feminina com Jane Rodrigues, Jennyfer Parinos e Bruna Alexandre; e no individual com a mesma Bruna, que, aos 20 anos, é a terceira melhor mesa-tenista do mundo na sua classe. Os mesatenistas Francisco Eugênio Braga, Luiz Algacir e Maria Luiza Pereira representam o Brasil nesta modalidade desde os Jogos de Atlanta-1996 e a única medalha conquistada pelo Brasil veio nos Jogos de Pequim-2008, com a prata da dupla Welder Knaf e Luiz Algacir.

  • Tênis em cadeira de rodas
  • A modalidade surgiu nos Estados Unidos na década de 70. O esporte logo se difundiu pelo país e, em 1980, foi disputado o primeiro campeonato nacional da modalidade. E foi em 1992, nos Jogos de Barcelona, que a modalidade foi oficializada, valendo medalhas pela primeira vez. Apesar de contar com poucos praticantes, o tênis em cadeira de rodas é encarado de forma séria por muitos tenistas e o Brasil tem um ranking nacional e um circuito anual. COMO É DISPUTADO? As regras são quase todas como as do esporte convencional e também não há diferença em relação às raquetes e às bolas. A variação está na regra dos dois quiques, na qual o atleta cadeirante precisa mandar a bola para o outro lado antes que ela toque no chão pela terceira vez. CURIOSIDADE: O tênis em cadeira de rodas é o esporte para pessoas com deficiência que mais cresce no mundo. DESTAQUES BRASILEIROS: o primeiro atleta a jogar o tênis em cadeira de rodas foi José Carlos Morais. Ele conheceu o esporte em 1985, na Inglaterra, quando competia com a seleção de basquete em cadeira de rodas. Onze anos depois, Morais participou de Atlanta-96 e, ao lado de Francisco Reis Junior, se tornou o primeiro brasileiro a representar o país na modalidade.

  • Tiro com arco
  • Para os leigos esta é a famosa prova do “arco e flecha”, mas tanto no universo Olímpico ou Paralímpico, o nome correto é “tiro com arco”. Nesta modalidade é permitida a participação a tetraplégicos, paraplégicos e pessoas com limitações de movimento nos membros inferiores. Os atletas podem optar por competir em pé ou sentado. As provas são individuais ou por equipes, com três arqueiros em cada time. COMO É DISPUTADO? As regras do tiro com arco adaptado são as mesmas do esporte convencional. Os atletas têm que acertar as flechas o mais perto possível do alvo, localizado a uma distância de 70m. O círculo central o central vale dez pontos. A pontuação vai diminuindo de acordo com o afastamento do alvo central. CURIOSIDADE: o Brasil só teve um participante na disputa de tiro com arco desde a formação da primeira delegação brasileira formada por atletas com deficiência. Isso aconteceu em 1972, em Heidelberg, na Alemanha, quando o arqueiro que representou o Brasil terminou a prova em 25º.

  • Tiro Esportivo
  • Modalidade para atletas amputados, paraplégicos, tetraplégicos e com outras deficiências locomotoras podem competir nas classes SH1 - deficiência baixa, sem necessidade de apoiar a arma, e SH2 - deficiência mais aguda, com necessidade de apoio para a arma. Deficientes visuais competem na classe SH3. COMO É DISPUTADO? O alvo é dividido em dez circunferências que valem de um a 10 pontos. Em finais Olímpicas, os dois círculos menores (9 e 10 pontos) ainda têm pontuação decimal. Neste caso, é possível fazer, com apenas um tiro, a pontuação equivalente a 10,9 pontos. CURIOSIDADE: o esporte começou a ser disputado em 1976, apenas por homens. As mulheres começaram a participar em apenas em 1980. Em 92, elas foram retiradas do programa em Barcelona, e retornaram de vez em Atlanta -1996,  com eventos masculinos, femininos e mistos. DESTAQUES BRASILEIROS: em Pequim-2008 e Londres-2012, o país teve um representante nas disputas: Carlos Garletti, primeiro brasileiro a disputar uma edição dos Jogos no tiro esportivo. 

  • Triatlo
  • Novidade nos Jogos que acontecerão no Rio de Janeiro em 2016, o paratriatlo  está ganhando cada vez mais praticantes em todo o mundo, obtendo portanto o mesmo sucesso que o esporte convencional. Participam desta modalidade atletas com diversos tipos de deficiência, desde cadeirantes, amputados até deficientes visuais. Classificados de acordo com suas habilidades, os competidores podem utilizar equipamentos adaptados para auxiliar em sua locomoção. Para a etapa de ciclismo, por exemplo, atletas com paraplegia, ou cadeirantes, podem usar bicicletas manuais, as handcycles (rendiçaicols), cujos pedais são impulsionados com as mãos, e realizar a corrida em cadeiras de rodas. Atletas com deficiência visual devem competir com o auxílio de guias e, na etapa de ciclismo, usam bicicletas para duas pessoas. COMO É DISPUTADO? O percurso é composto por 750 metros de nado, 20 quilômetros de ciclismo e outros cinco quilômetros de corrida, distância conhecida como Sprint Triatlo. Assim como no Triatlo tradicional ou Standard, o tempo gasto entre nado, ciclismo e corrida é computado no tempo total da prova e vence o atleta que realizá-la no menor tempo. CURIOSIDADE: a história de superação da atleta Susana Schanarndorf que em 2005, aos 45 anos, descobriu ser portadora de um tipo de Mal de Parkinson não a afastou do esporte e hoje ela é referência no paratriatlo brasileiro. DESTAQUES BRASILEIROS:   Susana Schanarndorf conquistou o ouro nos 100m peito categoria SB6 do Mundial, bronze nos 400m livre S6 em Montreal, bronze nos 400m livre dos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara 2011, cinco títulos brasileiros em Triatlo, 13 participações no Ironman, e representou o Brasil nos Jogos Pan-Americanos de 1995, em Mar del Plata, na Argentina.

  • Vela
  • O esporte é praticado na categoria mista, ou seja, homens e mulheres podem competir na mesma equipe. Impulsionados pelo vento, barcos a vela guiados por atletas com deficiências físico-motoras e visuais. COMO É DISPUTADO? As competições são denominadas de “regatas” e três tipos de barco são utilizados nas competições paralímpicas: o barco da classe 2.4mR tripulado por um único atleta; o barco da classe Sonar, com 3 atletas; e o barco SKUD-18 para 2 tripulantes paraplégicos, sendo obrigatoriamente 1 tripulante feminino. Os vencedores das regatas normalmente são os velejadores que conseguem imprimir uma maior velocidade nos barcos, realizar melhores manobras e buscar as melhores condições de vento (tática de regata). DESTAQUES BRASILEIROS: Bruno Landgraf e Elaine Cunha são algumas referências na modalidade.

  • Vôlei sentado
  • O esporte é praticado nas categorias feminino e masculino por atletas amputados, paralisados cerebrais, lesionados na coluna vertebral e pessoas com outros tipos de deficiência locomotora. COMO É DISPUTADO? Com seis atletas de cada lado, as equipes jogam sentadas, separadas por uma rede baixa, com o objetivo de acertar a bola dentro da quadra do adversário, para isto, os atletas devem sempre manter a pélvis encostada no chão. A partida tem cinco sets e ganha o time que primeiro vencer três sets. É necessário atingir 25 pontos para ganhar o set, com, ao menos, dois pontos de vantagem. A altura da rede e o tamanho da quadra acabam por tornar a competição mais rápida do que o voleibol tradicional. CURIOSIDADE: A modalidade surgiu a partir da combinação entre o voleibol convencional e o Sitzbal, esporte alemão que não tem rede e que é praticado por pessoas com dificuldades para se locomover e que, por isso, jogam sentadas. A competição de voleibol sentado é uma das mais dinâmicas, o público vibra, torce e se emociona com cortadas e bloqueios de tirar o fôlego. DESTAQUES BRASILEIROS: Jana Petit e Guilherme Borrajo são algumas referências na modalidade.




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